Until December 5th, the “Museu Nacional da República” national museum will be holding an art exhibition of works by the Brazilian artist Miriam Inez da Silva.

The curator of the exhibition, Bernardo Mosqueira, heard about Miriam Inez da Silva for the first time at a place called “Bar do Mineiro”, in Rio de Janeiro. The owner of the bar and collector Diógenes Paixão kept a beautiful collection of the painter at home and on the walls of the establishment which intrigued him. Little by little, he reconstructed Miriam’s trajectory and managed to locate more than 150 works that ended up being exhibited at the Almeida Dale gallery, in Sao Paulo. Now, the exhibition takes over the National Museum of the Republic, which houses the largest retrospective of the artist to date.

Born in the city of Trindade (In the state of Goiás) in 1937, Miriam Inez da Silva grew up in a municipality that is still known today for the religious pilgrimages of the faithful. A medallion found by a couple of miners in the early 20th century that bore the image of the Virgin Mary with the Holy Trinity would be the origin of several miracles recorded in the region. Votive images and all the imagery connected to the church and the miracle-working universe populate the city and had a profound influence on the artist’s pictorial universe.

Miriam studied painting in Goiânia, closely followed the construction of Goiânia and Brasília, as well as the transformation of the region, before moving to Rio de Janeiro in 1960. In Rio de Janeiro, she participated in biennials and national and international exhibitions. She was a student of painter Ivan Serpa and had her work very well received in the artistic world. However, from a certain point on, Miriam’s paintings began to be categorized as naif art, which meant that her work was described or defined based on the ideas of sweetness, purity, kindness, innocence and intuition, despite the transgressive and modern nature of her work.

Miriam followed the process of industrialization and urbanization in Brazil very closely, and the works portray the conflicts between tradition and modernization born from the trajectory of Brazilian society.

The exhibition takes place in the main gallery of the National Museum and it will be held for free for the public of Brasilia.


Venue: Museu Nacional da República.
Where: Setor Cultural Sul, Lote 2. (Next to the central bus station and near the cathedral)
When: Until December 5th. Fridays to Sundays, from 10 a.m. to 4 p.m.
Price: Free
Information: (61) 3325-6410







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Português:

Até o dia 5 de dezembro, o Museu Nacional da República abriga uma mostra de arte com obras da artista brasileira Miriam Inez da Silva.

O curador da mostra, Bernardo Mosqueira, ouviu falar de Miriam Inez da Silva pela primeira vez em um local chamado “Bar do Mineiro”, no Rio de Janeiro. O dono do bar e colecionador Diógenes Paixão guardava um belo acervo do pintor em casa e nas paredes do estabelecimento que o intrigou. Aos poucos, ele reconstituiu a trajetória de Miriam e conseguiu localizar mais de 150 obras que acabaram sendo expostas na galeria Almeida Dale, em São Paulo. Agora, a mostra assume o Museu Nacional da República, que abriga a maior retrospectiva do artista até hoje.

Nascida em Trindade (GO) em 1937, Miriam Inez da Silva cresceu em um município que ainda hoje é conhecido pela peregrinação religiosa dos fiéis. Um medalhão encontrado por um casal de mineiros no início do século 20 que trazia a imagem da Virgem Maria com a Santíssima Trindade seria a origem de vários milagres registrados na região. As imagens votivas e todas as imagens ligadas à igreja e ao universo milagroso povoam a cidade e tiveram profunda influência no universo pictórico do artista.

Miriam estudou pintura em Goiânia, acompanhou de perto a construção de Goiânia e Brasília, bem como a transformação da região, antes de se mudar para o Rio de Janeiro em 1960. No Rio de Janeiro, participou de bienais e mostras nacionais e internacionais, foi uma aluna do pintor Ivan Serpa e viu seu trabalho muito bem recebido no meio artístico. Porém, a partir de certo ponto, as pinturas de Miriam passaram a ser categorizadas como arte naif, o que significava que sua obra era descrita ou definida a partir das ideias de doçura, pureza, gentileza, inocência e intuição, apesar do caráter transgressor e moderno de suas obras.

Miriam acompanhou de perto o processo de industrialização e urbanização do Brasil, e as obras retratam os conflitos entre tradição e modernização nascidos da trajetória da sociedade brasileira.

A exposição acontece na galeria principal do Museu Nacional e será realizada gratuitamente para o público brasiliense.